Uyuni : O Deserto de sal

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O dia começou muito cedo. Às 5h00, vieram me buscar para ir ao aeroporto El Salto, em La Paz, e, depois de só uma hora de voo, chegamos à cidade de Uyuni, localizada no sul da Bolívia, a 3.680 m a.n.m.
 
Ao sair do aeroporto de Uyuni, a sensação é outra, o sol penetrante e o deserto ao redor é tudo que existe.
A primeira parada é o cemitério de trens, a somente cinco minutos do aeroporto. Ali se encontram vários trens abandonados, desde o início do século XX, devido à crise mineira e política. 
A poucos minutos, encontra-se o vilarejo de Uyuni. Povoadas por turistas, as ruazinhas pitorescas indicam a proximidade das salinas.
Continuamos a viagem e, 30 minutos depois, chegamos ao vilarejo de Colchani, localizado à beira das salinas. A primeira impressão é de um lugar abandonado, com ruas vazias e sem movimento ao redor. Na realidade, o povoado tem intensa atividade de extração de sal, por processos rudimentares e manuais, para preservar a importância do lugar.
 
Mais uns poucos passos e, por fim, chegamos às salinas de Uyuni. Simplesmente indescritível.
São as maiores salinas visíveis do mundo, com 12 mil km2 de superfície, uma das maiores reservas de lítio do planeta e lugar de extraordinária beleza devido ao impressionante terreno de sal que parece não ter fim.  O lugar nos convida a esquecer o mundo que nos rodeia e a congelar o olhar no branco do solo e no celeste do maravilhoso céu límpido.
A bordo de uma camioneta 4x4, começamos o passeio entrando casa vez mais nas salinas. Inesperadamente, paramos por uns minutos e o silêncio foi a melhor sensação da viagem, rodeados por milhares de quilômetros de sal. Mais uma vez indescritível. Ao redor, veem-se algumas montanhas, mas não sabemos se é sul, norte, leste ou oeste. A única forma de nos localizarmos foi com o GPS da camioneta.
Continuamos o passeio e visitamos o vulcão Tunupa que abriga uma combinação de paisagens impressionantes: sal, rochas, vegetação, flamingos em um laguinho, lhamas e alpacas passeando pela beira da ilha.
Exatamente no meio do deserto de sal, encontramos a ilha Incahuasi, mais conhecida como ilha Pescado. Nela, existe um restaurante com mesas de sal. A ilha está povoada por muitos cáctus gigantes, com até 10 m de altura, e, do topo da ilha, pode-se contemplar a grande paisagem de sal.
 
Terminado o nosso passeio pelas salinas, fomos para o nosso hotel. Uma experiência totalmente diferente é dormir em um hotel de sal; paredes, chão, cama, mesas, cadeiras, tudo é de sal! E, para terminar bem o dia, do terraço do hotel, vimos um espetacular pôr-do-sol sobre as salinas de Uyuni. Os raios de sol formam um estranho reflexo no céu de luzes de várias cores: laranja, amarelo, verde, turquesa, fúcsia, vermelho etc. A melhor maneira de terminar o dia.
 
Às 5h45 do dia seguinte, com uma temperatura de -2º C, eu estava sentada no terraço do hotel, pronta para ver o amanhecer nas salinas, novamente sem palavras! Um raio horizontal de luz celeste quase fosforescente avisava que o sol já ia sair e, em poucos minutos, a luz celeste tornou-se amarela. O mais surpreendente foi que as partes inferior e superior do céu ainda estavam escuras, parecia um eclipse solar.
 
Eu me despedi de Uyuni com um sol gigante iluminando as salinas e o deserto que as rodeia. Definitivamente, foi uma experiência inesquecível.

Roteiro sugerido: La Paz & Uyuni

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